Cultura africana no Brasil no ENEM PPL 2022
We walked on, the stranger walking with us. Taylor Franklin Bankole. Our last names an instant bond between us. We’re both descended from men who assumed African surnames back during the 1960s. His father and my grandfather had their names legally changed, and both had chosen Yoruba replacement names. “Most people chose Swahili names in the ’60s”, Bankole told me. He wanted to be called Bankole. “My father had to do something different. All his life he had to be different”. “I don’t know my grandfather’s reasons”, I said. “His last name was Broome before he changed it, and that was no loss’. But why he chose Olamina…? Even my father didn’t know. He made the change before my father was born, so my father was always Olamina, and so were we.
BUTLER, O. E. Parable of the Sower. New York: Hachette, 2019 (adaptado).
Nesse trecho do romance Parable of the Sower, os nomes “Bankole” e “Olamina” representam o(a)
Ver gabarito e explicação
Gabarito: B
O trecho indica que os familiares dos narradores alteraram legalmente seus sobrenomes para termos em iorubá e suaíli na década de 1960. Essa prática histórica correspondeu a um movimento social organizado em que pessoas negras nos Estados Unidos abandonavam nomes impostos pela condição escravizada para adotar denominações continentais. O diálogo destaca essa escolha como um vínculo instantâneo e uma declaração de orgulho, afastando-se completamente das referências anteriores.
A substituição linguística funciona como um ato intencional de preservação da memória e reafirmação dos laços ancestrais. Dessa forma, os apelidos “Bankole” e “Olamina” encarnam o resgate da identidade africana, descartando interpretações focadas em conflitos familiares ou perda genealógica. A alternativa correta é a B.
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