Cultura africana no Brasil no ENEM PPL 2021
TEXTO I
Os séculos de escravidão são um aspecto triste da história brasileira. Tabu e vergonha, quando se pensa nas dores e humilhações desumanas por que passaram homens e mulheres negros trazidos da África; mas também — por que não? — orgulho, quando se evocam as lutas e estratégias de resistência e sobrevivência dos escravos, ex-escravos e descendentes. Histórias transmitidas de geração em geração, como narrativas que dão sentido e identidade.
Povos remanescentes de quilombolas são grupos unidos por esse passado comum, que têm território como base da reprodução física, social, econômica e cultural de sua coletividade. São reconhecidos na Constituição de 1988 como detentores de direitos territoriais coletivos e fazem parte do conjunto dos povos e comunidades tradicionais.
LOSCHI, M. Território e tradição. Retratos: a revista do IBGE, n. 2, ago. 2017 (adaptado).
TEXTO II
Exiba ao pai
nossos corações
feridos de angústia
nossas costas chicoteadas
ontem
no pelourinho da escravidão
hoje
no pelourinho da discriminação
sabes que em cada coração de negro
há um quilombo pulsando
em cada barraco
outro palmares crepita
os fogos de Xangô iluminando
nossa luta atual e passada
NASCIMENTO, A. Axés do sangue e da esperança. Retratos: a revista do IBGE, n. 2, ago. 2017.
Na comparação entre os textos I e II, percebe-se que ambos apresentam, em relação à história dos africanos escravizados, um(a)
Ver gabarito e explicação
Gabarito: C
O Texto I destaca que as histórias transmitidas por gerações conferem sentido e identidade aos negros descendentes de escravizados, enquanto o Texto II estabelece uma ponte direta entre a dor histórica do pelourinho e a resistência atual, afirmando que “em cada coração de negro há um quilombo pulsando”. Ambos convergem para o uso do passado como fundamento de continuidade coletiva.
A referência às estratégias de sobrevivência, à transmissão geracional de narrativas e à permanência simbólica de Palmares e Xangô apontam para a valorização da memória dos antepassados. Essa manutenção do registro histórico funciona como elemento de coesão identitária e de luta frente à discriminação contemporânea.
Alternativa C.
Outras questões deste tópico
TEXTO I Pensar a Escrevivência como um fenômeno diaspórico e universal primeiramente me incita a voltar a uma imagem que está no núcleo do termo. A imagem fundante do termo é a figura da Mãe Preta, aquela que vivia a sua
Cultura africana no Brasil
Coração tição Quero me lambuzar nos mares negros para não me perder, conseguir chegar no meu destino. Não quero ser parda, mulata Sou afro-brasileira-mineira. Bisneta de uma princesa de Benguela. Não serei refém de valor
Cultura africana no Brasil
Certo sábado, o sinhô José Carlos recebeu visitas, sete ou oito homens da capital. Eram pessoas importantes, pois todos da cozinha trabalhavam muito preparando quitutes sob a supervisão de sinhá Ana Felipa, que acompanha
Cultura africana no Brasil
Competentemente iniciada e dedicada ao culto de Aziri Tobôci, agora Honorata começa a ver novos horizontes em sua vida. Tomada, agora, de um espírito de iniciativa incomum, totalmente diferente do torpor em que vivia, pa
Cultura africana no Brasil