Alimentamos tantas expectativas de libertação para falarmos o que bem quisermos e para criarmos tecnologias e mundos novos que nos descuidamos de prestar atenção na ascensão dos monopólios das empresas de internet, na construção de bolhas de informação que impedem troca de vista e na cada vez mais real possibilidade de a internet virar uma TV a cabo, com o poder de informar definido por dela rede. Tomamos um porre de otimismo. E agora estamos na fase de ressaca, reféns dos monopólios da internet, da da comercialização de qualquer dado deixado na rede, das fake news chegando de todos os lados. Distopia pura.
O cerceamento da internet por empresas privadas, um dos elementos principais na construção desses mundos. O que resta da internet hoje senão as plataformas, os softwares e os dispositivos dessas empresas? Para a maioria da população brasileira e mundial, pouco. De acordo com um dos criadores da ideia de realidade virtual, “a cultura digital nasceu acreditando que tudo na internet deveria ser público, gratuito. E mesmo tempo, amávamos nossos empreendedores de tecnologia. Como celebrar empreendedorismo se tudo é gratuito? com um modelo baseado em publicidade. Os sites de busca e as redes sociais nasceram gratuitos. Mas os algoritmos se tornaram
mais eficientes. E o que começou como propaganda não pode mais ser chamado de propaganda. Hoje é modificação de comportamento.
Disponível em: https://outraspalavras.net.
Acesso em: 24 jan. 2024 (adaptado).
Ao propor uma reflexão sobre a liberdade na internet, esse texto destaca o(a)
O que a questão pede
Você deve identificar qual é o eixo central da reflexão do autor sobre a liberdade na internet. A prova quer saber qual problema ou alerta domina todo o texto.