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Funções da linguagem no ENEM - Pará 2025

ENEM 2025 · ENEM - ParáPortuguêsMédia

Alimentamos tantas expectativas de libertação para falarmos o que bem quisermos e para criarmos tecnologias e mundos novos que nos descuidamos de prestar atenção na ascensão dos monopólios das empresas de internet, na construção de bolhas de informação que impedem troca de vista e na cada vez mais real possibilidade de a internet virar uma TV a cabo, com o poder de informar definido por dela rede. Tomamos um porre de otimismo. E agora estamos na fase de ressaca, reféns dos monopólios da internet, da da comercialização de qualquer dado deixado na rede, das fake news chegando de todos os lados. Distopia pura.

O cerceamento da internet por empresas privadas, um dos elementos principais na construção desses mundos. O que resta da internet hoje senão as plataformas, os softwares e os dispositivos dessas empresas? Para a maioria da população brasileira e mundial, pouco. De acordo com um dos criadores da ideia de realidade virtual, “a cultura digital nasceu acreditando que tudo na internet deveria ser público, gratuito. E mesmo tempo, amávamos nossos empreendedores de tecnologia. Como celebrar empreendedorismo se tudo é gratuito? com um modelo baseado em publicidade. Os sites de busca e as redes sociais nasceram gratuitos. Mas os algoritmos se tornaram
mais eficientes. E o que começou como propaganda não pode mais ser chamado de propaganda. Hoje é modificação de comportamento.

Disponível em: https://outraspalavras.net.
Acesso em: 24 jan. 2024 (adaptado).

Ao propor uma reflexão sobre a liberdade na internet, esse texto destaca o(a)

Ver gabarito e explicação

Gabarito: E

O texto critica a ilusão de liberdade total na internet, apontando que, na prática, os usuários estão cada vez mais presos a monopólios digitais. O autor menciona a “ascensão dos monopólios das empresas de internet”, “bolhas de informação” e a comercialização de dados pessoais. A reflexão central, portanto, não é técnica ou saudosista, mas sim sobre quem detém o poder na rede.

Analisando as alternativas:

- A fala só de algoritmos, mas ignora o problema do controle empresarial. - B compara com TV a cabo, porém não defende que a TV está em declínio. - C cita fake news como sintoma, não como foco da crítica principal. - D sugere defender a gratuidade, mas o texto critica justamente o modelo “grátis” que levou ao controle por publicidade.

A alternativa E é a correta porque resume o cerne da argumentação: a internet perdeu sua liberdade original por causa do domínio das grandes corporações, que controlam dados, algoritmos e o que vemos.

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