Funções da linguagem no ENEM - Pará 2025
O livro no Brasil vive seus dias mais difíceis. As editoras já vêm diminuindo o número de livros lançados, deixando autores de venda mais lenta fora de seus planos imediatos, demitindo funcionários em todas as áreas. Com a recuperação judicial de duas grandes livrarias, dezenas de lojas foram fechadas, centenas de livreiros foram despedidos, e as editoras ficaram sem 40% ou mais dos seus recebimentos — gerando um rombo de cerca de três milhões reais para o mercado editorial no Brasil.
Passei por um dos piores momentos da minha vida pessoal e profissional quando, pela primeira vez em 32 anos, tive que demitir seis funcionários que há tempos contribuíam com sua energia para o que construímos no nosso dia a dia.
Sem querer julgar publicamente erros de terceiros, mas disposto a uma honesta autocrítica da categoria em geral, escrevo mais esta carta aberta para pedir que todos nós,
editores, livreiros e autores, procuremos soluções criativas e idealistas neste momento. Cartas, e-mail, posts nas mídias sociais e vídeos, feitos de coração aberto, nos quais a sinceridade prevaleça, buscando apoiar os parceiros do livro, com especial atenção a seus protagonistas mais frágeis, são mais que bem-vindos: são necessários. O que precisamos agora, entre outras coisas, é de cartas de amor aos livros.
Disponível em: www.blogdacompanhia.com.br.
Acesso em: 11 dez. 2018 (adaptado).
Para sensibilizar o público-alvo sobre a necessidade de se escreverem “cartas de amor aos livros”, o autor
Ver gabarito e explicação
Gabarito: B
A questão pede para identificar qual recurso o autor usa para sensibilizar o leitor a escrever “cartas de amor aos livros”. O texto mistura dados objetivos sobre a crise editorial com uma experiência pessoal.
A alternativa correta é a B: “narra fatos pessoais ocorridos em sua empresa”. O autor conta que passou por um dos piores momentos ao ter que demitir funcionários que contribuíam há anos. Esse relato pessoal cria empatia e torna o apelo final (“cartas de amor aos livros”) mais emocional e convincente.
As outras opções não correspondem ao foco principal da sensibilização: A fala em dados (A) e causas (D) é mais informativa; avaliar profissionais (C) ou exemplificar redes sociais (E) não é o centro do texto. O autor usa sua própria história para tocar o leitor.
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