Toca a sirene na fábrica, e o apito como um chicote bate na manhã nascente e bate na tua cama no sono da madrugada.
Ternuras da áspera lona pelo corpo adolescente.
É o trabalho que te chama.
Às pressas tomas o banho, tomas teu café com pão, tomas teu lugar no bote no cais do Capibaribe.
Deixas chorando na esteira teu filho de mãe solteira.
Levas ao lado a marmita, contendo a mesma ração do meio de todo o dia, a carne-seca e o feijão.
De tudo quanto ele pede dás só bom-dia ao patrão, e recomeças a luta na engrenagem da fiação.
MOTA, M. Canto ao meio. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1964.
Nesse texto, a mobilização do uso padrão das formas verbais e pronominais
O que a questão pede
Descobrir qual efeito produz a escolha dos verbos e pronomes no poema “Canto ao meio”.