Identidade de gênero no ENEM PPL 2025
Violência contra a mulher
Crime que se confunde com paixão
Chamar de “passional” a violência física contra as mulheres impetrada por homens com os quais elas se relacionavam, por exemplo, já ajudou a aceitar agressões por décadas. Segundo o documento Panorama da Violência contra as Mulheres no Brasil, publicado em 2018 pelo Senado Federal, até a década de 1970, esse tipo de ofensiva era considerado aceitável pela população, na medida em que fazia parte apenas da esfera privada. É a expressão do dito popular que reitera que “em briga de marido e mulher, não se mete a colher”. “Ah, mas se mete sim” — começaram a dizer os movimentos feministas que ganharam força naquele período. Essas vozes foram ainda por muito tempo ignoradas pelo Estado, que, assim, permitiu a vitimização de muitas mulheres.
Disponível em: www.almg.gov.br. Acesso em: 2 out. 2019 (adaptado).
De acordo com o texto, qual posicionamento foi contestado pelos movimentos sociais mencionados?
Ver gabarito e explicação
Gabarito: B
O texto explica que, até a década de 1970, a violência contra a mulher dentro de casa era considerada um problema privado e aceitável. Essa ideia se baseava na máxima "em briga de marido e mulher, não se mete a colher", que reforçava a visão de que a família era um espaço fechado, onde o homem tinha autoridade.
Os movimentos feministas contestaram exatamente essa postura. Eles defenderam que a violência doméstica era um crime, e não um assunto particular do casal. Ou seja, eles questionaram a naturalização da ideia de que a vida íntima da família, comandada pelo modelo patriarcal, não poderia ser julgada ou sofrer interferência externa.
A alternativa correta é a B, que fala sobre a "naturalização da intimidade familiar no modelo patriarcal". As outras alternativas tratam de temas diferentes como trabalho doméstico (A), exposição pública (C), romantização (D) ou política (E), que não são o alvo central da crítica apresentada no texto.
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