Identidade de gênero no ENEM - Pará 2025
O modo de sentar e andar, as formas de colocar cadernos e canetas, pés e mãos acabariam por produzir um corpo escolarizado, distinguindo o menino da menina que passara pelos bancos escolares. As escolas femininas dedicavam intensas e repetidas horas ao treino das habilidades manuais de suas alunas, produzindo jovens “prendadas”, capazes dos mais delicados e complexos trabalhos de agulha ou de pintura.
LOURO, G. L. Gênero, sexualidade e educação. Petrópolis: Vozes, 1997 (adaptado).
O texto reforça que a instituição escolar reproduzia um padrão social fundamentado em
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Gabarito: A
O texto descreve como a escola ensinava meninos e meninas de formas diferentes: meninos aprendiam a sentar, andar e segurar objetos de um jeito, enquanto meninas passavam horas treinando habilidades manuais como bordado e pintura, para se tornarem "prendadas". Essa divisão não era natural, mas sim uma repetição de um padrão social que a escola ajudava a reforçar.
A questão pergunta qual padrão social a escola estava reproduzindo com essas práticas. A alternativa correta é "papéis binários", pois a escola separava claramente o que era esperado para cada gênero (masculino e feminino), criando dois conjuntos opostos de comportamentos e habilidades. Isso é o que chamamos de binarismo de gênero.
Vamos ver por que as outras alternativas não servem: "aptidões físicas" (B) se refere a capacidades do corpo, mas o foco é na construção social, não na força ou destreza natural. "Critério meritocrático" (C) seria sobre recompensar o esforço individual, mas aqui a divisão é por gênero, não por mérito. "Formação acadêmica" (D) é sobre conhecimento intelectual, e o texto fala de treino de postura e habilidades manuais. "Comportamentos inatos" (E) sugere que esses jeitos de agir são naturais, mas o texto mostra que são aprendidos e treinados pela escola. Portanto, a resposta é a letra A.
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