“Minhas senhoras e meus senhores (se eventualmente aparecer algum, o que não é provável):
[…]
É comovedor, senhoras, esta vossa luta em prol de vossos jovenzinhos que ora sobem degraus na escada do saber. Soube, através de vossa reivindicação, que o assunto a ser debatido seriam as provas dos vossos filhos, nas quais foram tão mal. Falaram-me, também, que parecias haver umas faixas onde foram bordadas ameaças que até hoje não foram bem resolvidas. Senhoras, entendi-me: o que queremos, neste templo do saber, é elevar a alma humana aos píncaros do conhecimento, e, senhoras, vós não tivestes esta áurea oportunidade, não a subtraiais a vossas crianças […]. Senhoras, meu apelo emoldurado neste momento voa do fundo do coração: sede mais severas! Obrigai vossos filhos firmemente a um estudo, tirai-lhes horas de folgança e arremessai-os sobre os livros!
[…]
Mais uma vez o meu renovado agradecimento e admiração por mais dezoito tão conscientes dos estudos de seus filhos. Enquanto houver mulheres como vós, bastiões de nossa sociedade, o altivo sol da esperança brilhará resplandecente no céu do futuro.”
[…]
Com muito vagar, as cabeças foram marcando o assentimento, uma a uma. As faixas jazendo esquecidas.
LACERDA, N. G. Manual de tapeçaria.
Rio de Janeiro: Philobiblion; Fundação Rio, 1986.
Nesse texto, que retrata uma reunião com os responsáveis pelo estudantes de uma escola, a diretora usa uma linguagem rebuscada para:
O que a questão pede
Identificar qual efeito a linguagem elaborada do discurso da diretora produz sobre os pais presentes na reunião.