Variante linguística no ENEM - Pará 2025
A Língua Brasileira de Sinais (Libras) passou a ser “reconhecida
como meio legal de comunicação e expressão” há 21 anos e,
segundo dados da World Federation of the Deaf (WFD), o Brasil
é um entre os 76 países que têm sua língua de sinais nacional.
Ainda que a Libras seja considerada a língua oficial
da comunidade surda no Brasil, outras línguas de sinais se
desenvolveram em pequenas comunidades espalhadas pelo
país. “A gente chama de línguas minoritárias, línguas familiares,
línguas de microcomunidades surdas. Um exemplo são as línguas
de sinais indígenas. Nas comunidades indígenas que têm muitos
surdos, a gente tem documentado línguas de sinais, como os
Ka’apor no Maranhão”, explica uma pesquisadora da Unesp.
Ela destaca, no entanto, que essas línguas correm o risco de
desaparecer à medida que a comunidade que as utiliza deixa
de crescer ou passa a utilizar a Libras. “Toda língua que se
extingue é uma perda da nossa diversidade que se perde,
porque, quando uma língua morre, morre como ela algum tipo
de conhecimento, uma tecnologia”.
A pesquisadora lembra, ainda, a importância de se
desenvolverem pesquisas para a identificação e a compreensão
tanto das línguas de sinais de microcomunidades surdas como
das variações de Libras.
Disponível em: https://jornal.unesp.br. Acesso em: 21 jan. 2024 (adaptado).
De acordo com esse texto, pesquisas sobre as línguas de sinais são importantes porque
Ver gabarito e explicação
Gabarito: B
A resposta correta é a letra B, porque o texto destaca que as línguas de sinais de microcomunidades (como as indígenas) correm risco de extinção e, quando uma língua morre, perdemos conhecimento e diversidade. A pesquisadora defende que é importante pesquisar tanto essas línguas minoritárias quanto as variações da própria Libras. O foco principal é documentar e preservar essa diversidade, não unificar ou padronizar nada.
A alternativa A sugere universalizar a Libras, o que vai contra a ideia do texto, que valoriza as línguas locais e não a imposição de uma única língua. A letra C fala em "ensinar" essas línguas, mas o texto não menciona ensino, e sim identificação e compreensão. Já as alternativas D e E trazem temas (políticas públicas e tecnologias) que não são abordados diretamente no fragmento.
Portanto, a importância das pesquisas, segundo o texto, é reconhecer e valorizar a diversidade linguística das comunidades surdas brasileiras, incluindo as línguas indígenas e outras variações que podem desaparecer.
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