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Filosofia moderna no ENEM - Pará 2025

ENEM 2025 · ENEM - ParáFilosofiaMédia

Não ignoro que muitos foram e são de opinião de que as coisas do mundo são governadas de tal modo pela fortuna e por Deus e que os homens não podem corrigi-las com a prudência, e até não têm remédio algum contra eles. Por isso, poder-se-ia julgar que não devemos incomodar-nos demais com as coisas, mas deixar-nos governar à sorte. 
MAQUIAVEL, N. O Príncipe. São Paulo: Martins Fontes, 2010. 

Diante dessas reflexões de Maquiavel, qual é a função do livre-arbítrio nos domínios da política? 

Ver gabarito e explicação

Gabarito: B

Maquiavel abre o trecho citando a crença de que tudo é governado pela fortuna ou por Deus, o que levaria à inação. Mas ele discorda dessa visão e afirma que os homens podem agir com prudência — ou seja, há espaço para o livre-arbítrio. Na política, isso significa que o soberano não é um mero espectador do destino: ele pode avaliar as circunstâncias e tomar decisões calculadas, mesmo em meio à instabilidade.

Assim, a função do livre-arbítrio não é garantir controle total, mas orientar o príncipe justamente nos cenários incertos, onde a sorte não é o único fator determinante. É isso que a alternativa B afirma: "orientar o soberano no campo das incertezas". As demais opções não correspondem ao argumento de Maquiavel, que não fala em aplacar súditos, diálogo administrativo, relativizar tradições ou espírito bélico nesse contexto.

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