Se me der um beijo eu gosto
Se me der um tapa eu brigo
Se me der um grito não calo
Se mandar calar, mais eu falo
Mas se me der a mão claro aperto
Se for franco direto e aberto
Tô contigo amigo e não abro
Vamos ver o diabo de perto
Mas preste bem atenção seu moço
Não engulo a fruta e o caroço
Minha vida é tutano é osso
Liberdade virou prisão
Se é amor, deu e recebeu
Se é suor, só o meu e o seu
Verbo eu, pra mim já morreu
Quem mandava em mim nem nasceu
É viver e aprender
Vá viver e entender, malandro
Vá compreender,
Vá tratar de viver
GONZAGUINHA. Recado. Rio de Janeiro: EMI, 1978 (fragmento).
Nessa letra de canção, há um tom de ameaça que é evidenciado na recorrência de
O que a questão pede
Você precisa identificar qual recurso linguístico se repete na letra e sustenta o tom de advertência ou ameaça presente nos versos.