Grécia no ENEM - Pará 2025
Antigamente, existiam duas maneiras de governar: ou a sociedade era comandada pelo rei (monarquia), ou era dirigida por um pequeno grupo de homens ricos (aristocracia). Mas, em algumas cidades da Grécia, foi experimentada outra forma de governo na qual os cidadãos decidiam os rumos da sociedade.
KONDER, L. Além das urnas. In: PLANTEL, E. A democracia pode ser assim. São Paulo: Boitatá, 2015 (adaptado).
O texto faz referência a um modelo de governo sustentado por um(a)
Ver gabarito e explicação
Gabarito: E
O texto contrasta dois modelos de governo conhecidos — monarquia (um rei) e aristocracia (um grupo de ricos) — com uma terceira forma experimentada em algumas cidades gregas, na qual os próprios cidadãos decidiam os rumos da sociedade. A chave está na expressão “os cidadãos decidiam os rumos”, que aponta para um sistema de governo baseado na participação ativa do povo nas decisões políticas.
Esse modelo descrito é a democracia, regime que surgiu em cidades-Estado como Atenas, por volta do século V a.C. Na democracia ateniense, os cidadãos (homens livres nascidos na cidade) participavam diretamente das assembleias e votavam leis e ações do governo, sem intermediários. É exatamente isso que o texto indica ao falar em “cidadãos decidiam”.
Analisando as alternativas: - A (mandato coletivo): remete a um grupo governante, mas não descreve a participação direta dos cidadãos. - B (autocracia religiosa): governo de um líder religioso, o que não é mencionado. - C (ditadura personalista): governo de um único líder com poder absoluto, nada a ver com a descrição. - D (absolutismo teocrático): poder absoluto baseado em religião, também não se aplica. - E (participação popular): é a definição perfeita da democracia grega, em que o povo (os cidadãos) tomava as decisões.
Portanto, a alternativa correta é a E, que sintetiza o modelo de governo referido no texto: a participação popular nas decisões da sociedade, prática inovadora na Grécia Antiga.
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