Variante linguística no ENEM PPL 2016
Escrever
A estudante perguntou como era essa coisa de escrever.
Eu fiz o gênero fofo. Moleza, disse.
Primeiro evite esses coloquialismos de “fofo” e “moleza”, passe longe das gírias ainda não dicionarizadas e de tudo mais que soe mais falado do que escrito. Isto aqui não é rádio FM. De vez em quando, aplique uma gíria como se fosse um piparote de leve no cangote do texto, mas, em geral, evite. Fuja dessas rimas bobinhas, desses motes sonoros. O leitor pode se achar diante de um rapper frustrado e dar cambalhotas. Mas, atenção, se soar muito estranho, reescreva.
Quando quiser aplicar um “mas”, tome fôlego, ligue para o 0800 do Instituto Fernando Pessoa, peça autorização ao sábio de plantão, e, por favor, volte atrás. É um cacoete facilitador. Dele deve ter vindo a expressão “cheio de mas-mas”, ou seja, uma pessoa cheia de “não é bem assim”, uma chata que usa o truque para afirmar e depois, como se fosse estilo, obtemperar.
SANTOS, J. F. O Globo, 10jan. 2011 (adaptado).
A língua varia em função de diferentes fatores. Um deles é a situação em que se dá a comunicação. Na crônica, ao ser interrogado sobre a arte de escrever, o autor utiliza, em meio à linguagem escrita padrão, condizente com o contexto,
Ver gabarito e explicação
Gabarito: C
O texto integra normas cultas e marcos informais ao abordar a produção escrita. Essa mescla segue a convenção da crônica, que opta pela proximidade do leitor em vez do isolamento teórico. Marcas do cotidiano quebram a rigidez do conselho direto e abrem espaço para o diálogo.
A tática comunicativa prioriza a eficácia da transmissão da orientação. A coexistência de registros garante clareza nas regras e leveza na entrega da mensagem. Para cumprir esse papel, usa-se palavras de uso coloquial, para estabelecer uma interação satisfatória com a interlocutora.
Alternativa correta: C.
Outras questões deste tópico
Saudades da secretária eletrônica Talvez o Vale do Silício queira transformar nosso cérebro em patê para depois comê-lo 1 Meu velho pai sabe das coisas. Eu o chamo de “velho pai” não porque seja realmente velho 2 é como
Variante linguística
Esse texto, que apresenta um prato da culinária brasileira, evidencia:
Variante linguística
Na charge, a diversidade linguística está representada pelo uso de:
Variante linguística
O velho da roça perguntou: — Quanto é a batata, moço? — É dez. — Lá embaixo tem de oito, falou querendo mais parecer cidadão. — Por que não comprou lá embaixo, então? O velho acomodou aquilo como pôde na capanga vazia e
Variante linguística