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Marxismo no ENEM PPL 2024

ENEM 2024 · ENEM PPLSociologiaMédia

A realização de inúmeras tarefas por máquinas é apresentada como garantia de um futuro no qual ninguém mais precisaria trabalhar (transformar a natureza), pois tudo seria produzido por tecnologias (muito ou pouco “inteligentes”), liberando os seres sociais do trabalho, a começar pelas tarefas rudes ou repetitivas. A perda de trabalho que a introdução capitalista de máquinas promove para intensificar a extração de valor é metamorfoseada em liberação do trabalho. A necessidade de trabalhar, porém, subsiste entre os seres sociais da sociedade capitalista, pois, sem vender força de trabalho, tais expropriados não subsistem no mercado. Entre ameaça e promessa, desaparecem as possibilidades concretas trazidas por processos de trabalho cada dia mais socializados, como redução das jornadas sem redução da remuneração, por exemplo.
FONTES, V. Capitalismo em tempo de uberização: do emprego ao trabalho. Marx e Marxismo, n. 8, 2017 (adaptado).

De acordo com o texto, o efeito da relação entre trabalho e tecnologia sobre a realidade social é o(a)

Ver gabarito e explicação

Gabarito: D

O texto expõe como a introdução de máquinas sob o regime capitalista não liberta os trabalhadores, mas os substitui. Ao priorizar a extração de valor, o capital automatiza tarefas e gera perda contínua de empregos, deixando a força de trabalho dependente da venda assalariada. Essa dinâmica impede que avanços tecnológicos se traduzam em benefícios coletivos, como a redução das jornadas de trabalho.

Entre as opções, apenas uma descreve esse deslocamento permanente e sistêmico. Não há indícios de ampliação de vagas, mudanças na legislação trabalhista, uniformização de remunerações ou flutuações temporais. O processo apontado pelo autor é a desconexão estável entre o desenvolvimento tecnológico e a disponibilidade de postos formais.

Tal ruptura consolida um cenário em que a substituição mecânica da mão de obra ocorre de forma definitiva, independentemente de ciclos econômicos ou conjunturas pontuais. Isso define exatamente o desemprego estrutural, que surge da própria evolução tecnológica inserida na acumulação capitalista. Portanto, a alternativa correta é a letra D.

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