Revoluções Inglesas do sec. XVII no ENEM 2021
TEXTO I
Macaulay enfatizou o glorioso acontecimento representado pela luta do Parlamento contra Carlos I em prol da liberdade política e religiosa do povo inglês; significou o primeiro confronto entre a liberdade e a tirania real, primeiro combate em favor do lluminismo e do Liberalismo.
ARRUDA, J. J. A. Perspectivas da Revolução Inglesa. Rev. Bras. Hist., n. 7, 1984 (adaptado).
TEXTO II
A Revolução Inglesa, como todas as revoluções, foi causada pela ruptura da velha sociedade, e não pelos desejos da velha burguesia. Na década de 1640, camponeses se revoltaram contra os cercamentos, tecelões contra a miséria resultante da depressão e os crentes contra o Anticristo a fim de instalar o reino de Cristo na Terra.
HILL, C. Uma revolução burguesa? Rev. Bras. Hist., n. 7, 1984 (adaptado).
A concepção da Revolução Inglesa apresentada no Texto II diferencia-se da do Texto I ao destacar a existência de
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Gabarito: A
O Texto I reduz o processo revolucionário ao choque institucional entre Parlamento e Coroa, focando na abstração liberal e no combate à tirania. O Texto II, por sua vez, desloca o olhar para bases sociais específicas: camponeses contestam os cercamentos, tecelões enfrentam a depressão econômica e crentes mobilizam-se por expectativas religiosas. Cada grupo age por motivos distintos, evidenciando que o conflito não nasceu de uma intenção unívoca.
A diferença entre as duas narrativas está na leitura dos atores históricos. Enquanto a primeira versão prioriza uma causa política e religiosa centralizada, Christopher Hill lista setores populares com pautas material e espiritualmente divergentes. Esse recorte revela que o movimento reuniu interesses heterogêneos e não obedeceu a uma lógica única. Portanto, a alternativa correta aponta para a pluralidade das demandas sociais.
Alternativa A.