Período regencial no ENEM PPL 2019
Uns viam na abdicação uma verdadeira revolução, sonhando com um governo de conteúdo republicano; outros exigiam o respeito à Constituição, esperando alcançar, assim, a consolidação da Monarquia. Para alguns, somente uma Monarquia centralizada seria capaz de preservar a integridade territorial do Brasil; outros permaneciam ardorosos defensores de uma organização federativa, à semelhança da jovem República norte-americana. Havia aqueles que imaginavam que somente um Poder Executivo forte seria capaz de garantir e preservar a ordem vigente; assim como havia os que eram favoráveis à atribuição de amplas prerrogativas à Câmara dos Deputados, por entenderem que somente ali estariam representados os interesses das diversas províncias e regiões do Império.
MATTOS, I. R.; GONÇALVES, M. A. O Império da boa sociedade: a consolidação do Estado imperial brasileiro. São Paulo: Atual, 1991 (adaptado).
O cenário descrito revela a seguinte característica política do período regencial:
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Gabarito: C
O trecho expõe grupos com projetos de Estado incompatíveis durante a Regência (1831–1840): monarquistas ou republicanos, centralizadores ou federalistas, defensores do Executivo ou da Câmara dos Deputados. A coexistência dessas propostas sem predominância demonstra a ausência de consenso sobre como organizar o governo após a abdicação de Dom Pedro I.
Essa disputa revela a dificuldade em consolidar normas claras de funcionamento do poder na transição imperial. O cenário não aponta parlamentarismo instalado nem consulta popular, mas sim a indefinição das bases institucionais, característica de um intervalo marcado pela fragmentação política e pela busca ainda incipente de arranjos estáveis. A alternativa correta é a letra C.
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