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Guerra Fria no ENEM (Libras) 2018

ENEM 2018 · ENEM (Libras)HistóriaMédia

Os soviéticos tinham chegado a Cuba muito cedo na década de 1960, esgueirando-se pela fresta aberta pela imediata hostilidade norte-americana em relação ao processo social revolucionário. Durante três décadas os soviéticos mantiveram sua presença em Cuba com bases e ajuda militar, mas, sobretudo, com todo o apoio econômico que, como saberíamos anos mais tarde, mantinha o país à tona, embora nos deixasse em dívida com os irmãos soviéticos – e depois com seus herdeiros russos – por cifras que chegavam a US$ 32 bilhões. Ou seja, o que era oferecido em nome da solidariedade socialista tinha um preço definido. 

PADURA, L. Cuba e os russos. Folha de São Paulo, 19 jul. 2014 (adaptado). 

O texto indica que durante a Guerra Fria as relações internas em um mesmo bloco foram marcadas pelo(a)

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Gabarito: C

A menção à dívida de US$ 32 bilhões e à frase de que a “solidariedade socialista tinha um preço definido” demonstra que o apoio militar e económico da União Soviética não era gratuito, mas condicionava a autonomia de Cuba. O fluxo de recursos mantinha o país funcional, gerando uma dependência estrutural que permitia a Moscou orientar a política interna da ilha.

Essa assimetria revela que, mesmo dentro do mesmo campo ideológico, as relações no bloco socialista operavam sob uma lógica centralizadora. O fornecimento de ajuda virava alavanca política, consolidando subordinação à potência hegemônica e invalidando qualquer ideia de parceria horizontal ou neutralidade entre os Estados aliados.

Alternativa correta: C.

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