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Era Vargas no ENEM 2009

ENEM 2009HistóriaFácil

O autor da constituição de 1937, Francisco Campos, afirma no seu livro, O Estado Nacional, que o eleitor seria apático; a democracia de partidos conduziria à desordem; a independência do Poder Judiciário acabaria em injustiça e ineficiência; e que apenas o Poder Executivo, centralizado em Getúlio Vargas, seria capaz de dar racionalidade imparcial ao Estado, pois Vargas teria providencial intuição do bem e da verdade, além de ser um gênio político.
CAMPOS, F. O Estado nacional. Rio de Janeiro: José Olympio, 1940 (adaptado).
 

Segundo as ideias de Francisco Campos:
 

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Gabarito: E

O trecho de Francisco Campos rejeita explicitamente os pilares do regime democrático liberal. O autor classifica o eleitor como apático, a democracia de partidos como geradora de desordem e a independência do Judiciário como caminho para a injustiça e a ineficiência institucional. Essas avaliações funcionam como base para contrastar o funcionamento republicano tradicional com a proposta de concentração administrativa.

A estrutura desse argumento repousa na atribuição ao governo de racionalidade imparcial, ancorada na premissa de que Getúlio Vargas detém intuição providencial do bem e da verdade e age como gênio político. Essa caracterização remove qualquer sinal de temporariedade ou fragilidade do regime, colocando o Executivo na posição de única instância legítima para garantir a ordem e a eficiência estatal.

A leitura direta do documento demonstra que o pensamento do autor prioriza a competência técnica e moral concentrada no presidente para administrar o país. A alternativa que traduz fielmente esse raciocínio é a que aponta Vargas como o homem capaz de exercer o poder de modo inteligente e correto.

Alternativa correta: E.

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